POESIA. EDUARDA DE ANDRADE MENDES

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Destino sem memórias

                                                                  photo by: Oleg Oprisco


neste deambular entre a vida e o sonho,
vestida de noites e de manhãs rasgadas de frio,
há adagas que me golpeiam os pés,
espadejando-me a boca com punhos em redor.

queimei a certeza em delírios de insónias,
esticando todos os sentidos,
como se toda a respiração fossem versos de pássaros molhados.

entre o ruído das linhas e as invisíveis palavras da ausência,
retenho nos dedos o destino sem memória,
com cheiro a eternidade,
a hora caída no combate.

eduarda



1 comentário:

  1. a memória nos rasga por vezes..
    intensos versos..
    beijos Eduarda..

    em tempo: tens notícias do Jorge Pimenta?
    o blog foi excluído.
    http://viagensdeluzesombra.blogspot.com.br/

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