POESIA. EDUARDA DE ANDRADE MENDES

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sábado, 13 de outubro de 2012

Tecendos lamentos


                                                            photo google


que de ti sabes,
que não as pedras que te lançam,
que não as farpas que te corroem as mãos decepadas,
neste mísero estar,
com o olhar cortado no abismo,
com a pele e ossos em escombros.

o véu que te cobre,
é um  encontro com o nada,
um fechar de renúncia à vida que te renega.

e neste chão polvilhado de enigmas que não sabes,
cortas as veias do ar
e morres tecendo lamentos.

Eduarda


4 comentários:

  1. Toca bem o fundo da alma, este dizer. E corta como vidro apertado entre as mãos...

    Um beijo

    Lídia

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  2. Lamentos que irão ecoar em todos os olhares.

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  3. Olá,

    Lamentos, paridos de ti.
    Um abraço,

    P.S.

    Tenho vinho e jeropiga.És servida?

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  4. Lamentos mudos que ecoam aos berros as dores do mundo inteiro.

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