POESIA. EDUARDA DE ANDRADE MENDES

Amigos

sábado, 3 de novembro de 2012

As costas da demência

                                                                photo google


que importam as minhas costas, quando na tua véspera, fui sem silêncio, o fio do gesto , a luz descaída do tudo e nada, a história que não repousei, no colar descaído do conto irreal e do rastro da vela rasgada. nos quilómetro fátuos que hoje andei, há pedras rasgadas na pele, ardidas no campo, antes do tempo navegar a sibila que me calcinará.
de tudo inventei, perseguindo palavras, embalsamando poemas parados no tempo do paradoxo, como futuro encerrado na sombra que sempre me seguiu.
dissequei círculos, transpirei fogos no mais gélido dos oceanos, quando a dormência trágico da ausência se colou na insónia da partida.
e neste vestido sem norma, esperando reticências nos ecos do incenso, construí na pele uma argila de preces, e no perfil a solidão da demência.

Eduarda

3 comentários:

  1. as metaforas do sua escrita muitas vezes me faz meditar.
    tenha um belo final de semana.
    Francy´s

    ResponderEliminar
  2. Olá,

    Sempre a pintar as palavras com sangue,sentimentos profundos, urdidos pela tecelã, com mãos de fada.
    bjs,

    ResponderEliminar
  3. Olá,

    descobrindo teus textos e encantando-me com a tua tão expressiva poesia. Meus aplausos.

    ResponderEliminar