POESIA. EDUARDA DE ANDRADE MENDES

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Entre o nada e o pouco

                                                                  photo by: Oleg Oprisco


entre as tardes e s factos,
há olhares sem textura...
casulos de nostalgia aquém dos ventos,
como se todos os sorrisos fossem um travo amargo
e a mão...um lugar sentado no doer sem preces.

entre o nascer e o morrer,
há uma mágoa iludida,
como se o destino fosse um monge descalço ao sol,
escondido na lama do corredor.

entre o nada e o pouco,
há um instinto lúcido
que adormece visceral
e acorda ao som dos búzios moribundos.

eduarda

1 comentário:

  1. Carissima Eduarda muitas vezes duvido que acordam, mas, ficam a vagar sonambulos por aí.
    bjs, boa semana.

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