POESIA. EDUARDA DE ANDRADE MENDES

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

TEMPO....



                                                            photo google


no meu passado há um presente...
esbatendo-se nas ondas...
fechado nas mãos.

entre linhas de manha,
tela ao luar da tarde que não cai
revejo as luzes...
recordo o olhar.

cravo os dentes no deserto...
como mito inexplicável dum adeus inquebrável.

nas ruínas do quebranto,
lanço dados aos deuses errantes,
que me fizeram naufragar.

Eduarda



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