POESIA. EDUARDA DE ANDRADE MENDES

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

MORRO-ME

                                                                 photo google


num apelo critico morro-me!
e depois o silêncio do machado,
que cortou a árvore,
que devorou o lago translúcido da insanidade.

morro-me!
como se morrer fosse o único refúgio que me aguenta a dor,
que me constrói o cais do desembarque...
frio e podre das ondas empobrecidas.

do nada se solta o gemido,
fraco e alheio ao hoje,
onde o ontem não tem passagem.

morro-me assim...
sem abrigo, sem luz, sem cor
num desfazer a vida em mitos sem coragem.

eduarda


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