POESIA. EDUARDA DE ANDRADE MENDES

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sem requerimento

                                                                        photo by: katia lomosova

fui ontem a ilusão que tive
e nos sonhos que alberguei
a romeira intemporal que quis acreditar.

passou o tempo e tudo se perdeu
num arrastar lento e  desconexo
em memórias e histórias
que me fizeram depois de morta.

tenho  hoje no corpo
um véu paulatino e sem mudanças
nas noites frias das ausências
que me embriaga como requerimento
do tudo o que fui...do tudo o que não ousei.

eduarda


4 comentários:

  1. O tempo!... Só ele a desvendar respirações depois de todo o tempo requerido.

    Um beijo

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  2. Aff, seus poemas me causam frio na alma.
    beijos.

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  3. qué bueno leerte nuevamente Eduarda

    tu pluma sigue abriendo zanjas en la piel de la Poesía para depositar semillas de lirismo puro
    Felicitaciones


    abrazo y buen inicio de semana

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  4. Quando a ousadia é esquecida, pagamos isso mais tarde com juros de saudade...
    Magnífico poema.
    Beijo.

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