POESIA. EDUARDA DE ANDRADE MENDES

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

SEM EXISTENCIA

                                        photo by bauza


há algo que me intriga neste existir...
que me confunde...que me estreita a pele
numa argamassa mistificada de nadas,
onde impera somente o silêncio dos outros.

há algo que me supera,
há o pobre e o rico que me degolam,
que me suturam as veias,
numa epiderme irónica e ressequida.

há neste labirinto rugas amordaçadas
que lhes conferiram na hora da morte...
a herança do não saber existir.

eduarda


3 comentários:

  1. Boa tarde
    Passei pelo teu cantinho para te dar a conhecer o meu modesto espaço de poesia.
    Espero que gostes. Um abraço, Ana Pereira
    http://almainspiradora.blogspot.pt/

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  2. Eduarda, "não matem a cotovia", continua a ser sinónimo de boa poesia. A tua faceta literária.
    Já passei aqui e vejo que o blog não está desativado, deixo dito: já está em edição o meu 11º. livro.
    Beijos de amizade

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