POESIA. EDUARDA DE ANDRADE MENDES

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

TEMPO....



                                                            photo google


no meu passado há um presente...
esbatendo-se nas ondas...
fechado nas mãos.

entre linhas de manha,
tela ao luar da tarde que não cai
revejo as luzes...
recordo o olhar.

cravo os dentes no deserto...
como mito inexplicável dum adeus inquebrável.

nas ruínas do quebranto,
lanço dados aos deuses errantes,
que me fizeram naufragar.

Eduarda



quinta-feira, 4 de junho de 2015



na hora cansada das janelas fechadas
há palavras amorfas, feita de punhais de dores,
há caminhos  lentos, sonambulos...
esperando o pranto.

há nela peregrinos desfeitos de penas,
há sentidos sem sentido...
há lamentos sem gritos.

na hora cansada do nada, sente-se o uivo errante
da morte levante na parede sem preces.

Eduarda